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ROBERTO JEFFERSON: HERÓI OU BANDIDO?

                         Renato Rainha (*)

                         A população brasileira assistiu estarrecida os esclarecimentos e as acusações que o deputado federal Roberto Jefferson apresentou no Conselho de Ética da Câmara Federal.

                         Após quase sete horas de depoimento, restou como conclusão que o parlamentar petebista trouxe a público o que muita gente já sabia mas não teve coragem de denunciar.

                         A visão apresentada pelo deputado Roberto Jefferson impressionou pela riqueza de detalhes e pela convicção com que foi relatada e não pode deixar de ser vista como um serviço prestado ao país.

                         Além do mais, outras pessoas (Senhora Fernanda Karina Ramos Somaggio – ex-secretária do publicitário Marcos Valério; Senhor Benedito Domingos – ex-deputado e ex-vice governador do Distrito Federal, e a Senhora Raquel Teixeira – deputada federal), talvez estimuladas pela atitude do presidente do PTB, também vieram a público e apresentaram denúncias que reforçam as lançadas no Conselho de Ética.

                         O fato é grave, gravíssimo, e precisa ser investigado com rigor, eficiência e urgência. A população brasileira exige resposta rápida e convincente.

                         A cúpula do Partido dos Trabalhadores – PT realmente entregou R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais) para o deputado Roberto Jefferson? Qual a origem desse dinheiro? deputados federais recebem ou receberam o denominado mensalão? quem paga(ou) e quem recebe(eu)? qual a origem desse dinheiro? quais atos foram praticados em razão do mensalão? o Excelentíssimo Senhor Presidente da República sabia de tais fatos? o que fez? por que não fez?

                         Essas e outras perguntas não querem calar. O povo brasileiro já não suporta mais a corrupção que destrói as instituições e mantém grande parte de nossa população na miséria.

                         Se restar comprovada a ocorrência do mensalão, não será absurdo concluir que o dinheiro utilizado para “alugar” parlamentares foi desviado do patrimônio público, ou seja, ao contrário de ter sido utilizado para a melhoria da vida de nossa população, estava sendo destinado para possivelmente engordar contas bancárias de corruptos em algum paraíso fiscal.

                         Quanto ao título deste artigo – Roberto Jefferson: herói ou bandido? – seria leviano de minha parte se, antes de terminadas as apurações, eu concluísse que o ex-presidente do PTB agiu como um bandido, entretanto, desde logo descarto a possibilidade de enxergá-lo como um herói, haja vista que a sua atitude não foi movida por patriotismo ou dever cívico, tendo sido apenas uma tentativa, talvez até bem sucedida, de salvar a própria pele e de seu partido.

                       * Renato Rainha é Conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal, pós-graduado em Ciências Políticas, pós-graduado em Direito Processual  e atualmente é aluno especial do Curso de Mestrado em Direito e Políticas Públicas do UniCEUB.

DEMOCRACIA EXIGE RESPEITO!

                    Renato Rainha (*)

                    Passamos muito tempo sem poder escolher nossos representantes políticos. Passamos muitos anos sem poder até expressar livremente nossos pensamentos e nossas convicções políticas e ideológicas.

                    Muitos perderam a liberdade, foram espancados, tiveram que abandonar o país, desapareceram ou foram mortos. Em que pese toda essa selvageria e o enorme sofrimento experimentado pelo povo brasileiro, o resultado desta luta valeu a pena. Conseguimos conquistar a liberdade. Conseguimos estabelecer uma nação soberana. Conseguimos construir uma democracia.

                    Apesar dessa história de sangue e lágrimas ainda estar vertendo em nossas consciências, algumas pessoas, no afã de fazerem prevalecer seus pensamentos, se tornam tão irracionais que violentam a liberdade de consciência e de expressão dos outros.

                    Não estou me referindo especificamente à pessoas adeptas dessa ou daquela ideologia ou desse ou daquele partido político. Infelizmente, como observador privilegiado do atual processo político, pude presenciar diversas cenas deprimentes, ora com contornos patéticos ora com contornos violentos e arbitrários.

                    As ruas estavam repletas de pseudo-democratas que se achavam no direito de ofender e até agredir fisicamente pessoas que fizeram opções políticas diferentes das suas. Presenciei pessoas colando adesivos em veículos ou colocando faixas em residências sem o consentimento dos respectivos proprietários ou moradores.

                    São pessoas assim que fazem um momento de rara beleza democrática, como é a data do pleito eleitoral, se transformar em uma guerra suja, rasteira e desqualificada.

                    O pior é que essas pessoas, embevecidas com a própria insanidade, acreditam estar contribuindo para o fortalecimento do regime democrático. Ledo engano. Estão, sim, dando um péssimo exemplo de patrulhamento ideológico e de intolerância, incompatíveis com a existência de uma sociedade plural.

                     Democracia exige tolerância, pluralismo, cidadania, civismo e, principalmente, RESPEITO.

                     Renato Rainha é Conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal, pós-grauado em Ciências Políticas, em Direito Processual e atualmente é aluno especial do Curso de Mestrado em Direito e Políticas Públicas do UniCEUB.

                    *Renato Rainha é Conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal, pós-graduado em Ciências Políticas, pós-graduado em Direito Processual e atualmente é aluno especial do Curso de Mestrado em Direito e Políticas Públicas do UniCEUB.

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